segunda-feira, 10 de setembro de 2007

autobiografia

ARGUMENTO PÓS-GRADUAÇÃO
CURSO: Metodologia do ensino de história e cultura afro-brasileira no ensino fundamental e médio








AUTOBIOGRAFIA



Trabalho realizado pela aluna Wanete Eustaquio, na disciplina, Educação e Contemporaneidade, ministrada pela professora: Msc. Josely Muniz.





Salvador , 2007/2

























"Como conversão de uma diferença e de uma assimetria, numa relação hierárquica de desigualdade com fins de dominação, de exploração e de opressão (...), como a ação que trata o ser humano não como sujeito, mas como coisa. Esta se caracteriza pela inércia, pela passividade e pelo silêncio".
(Chauí, 1985,p. 61-62)






APRESENTAÇÃO

Neste artigo faço uma reflexão sobre o aprendizado que me foi legado com resultado da minha formação primaria e secundaria contextualizando com os teóricos da historia da educação. Tentarei mostrar através da minha autobiografia a minha experiência quanto estudante a ligação dos métodos e técnicas aplicadas em sala de aula e ligação com a pratica pedagógica da época.
Uma das minhas preocupações aqui são os argumentos sobre a importância de estudar o período histórico de educação e reconhecer os elementos que nortearam a educação nesse contexto.

Wanete Eustaquio da Silva Gomes

Possuo graduação em Historia pela Universidade Católica do Salvador (2005).Atualmente trabalho na biblioteca publica do estado da Bahia. Tenho experiência na área de historia, com ênfase historia oral ligada ao meu tema de estudo a balaio da festa do rio vermelho, atuando nos seguintes temas historia oral, memória, identidade, ficcionalidade, povos africanos que vieram para o Brasil com a escravidão, que aqui deixaram suas imagens imaginarias, linguagens e cultura.
Estou cursando pos graduação em metodologia e historia afro-brasileira no Argumento Pós-Graduação e curso como aluna especial no mestrado de UNEB em Educação e Contemporaneidade das disciplinas, Educação, Historia, Memória e Sociedade, e Educação e Pluralidade.








Formação

Iniciei minha formação escolar em 1970, na cidade de Feira de Santana interior da Bahia, na escola Rui Barbosa, com cinco anos no jardim da infância, já tive minha primeira experiência de uma escola tradicional voltada para o professor como autoridade máxima, quando no período eu não quis realizar uma tarefa de desenhar minha mãe, e fiquei de castigo só pude entrar na escola no outro dia com os meus pais; sendo assim podemos segundo aranha detectar que a escola era tradicional.

“Quanto á relação entre professor e aluno. A educação tradicional é magistracêntrico, isto é, centrado no professor e na transmissão dos conhecimentos mestres datem o saber e a autoridade, diverge do processo de aprendizagem e se apresenta, ainda, como um modelo a ser seguido. (Aranha, pág 158)”.

O meu primário da primeira metade da terceira serie estudei no colégio de freira, a formação só diferenciava e fazia parte do currículo, artes culinárias, bordadas, e o ensino religioso, o seguimento era católico e formar a mulher para o lar.
Por conta da transferência de meus pais para Salvador passei a estudar na metade da terceira serie primaria no colégio Brigadeiro Eduardo Gomes, umas escolas públicas, mistas, tradicionais e de classe pobre no bairro da periferia, onde a metodologia segundo Aranha era expositiva e de repetição, copias e mais copias.

“Quanto à metodologia, e valorizar a aula expositiva, centrada no professor, com destaque para a situação em sala de aula nas quais são feitos exercícios de fixação, como leituras repetidas e cópias. Submetidas a horários e currículos rígidos, os alunos são considerados um bloco único e homogêneo, não havendo qualquer preocupação com diferenças individuais”.(Aranha pág 158)



Fui reprovada, não acostumada aquele mundo, era totalmente diferente da minha realidade, mudei de escola fui estudar na escola Eduardo Veloso Godim, agora sinto que não mudei de problema os mesmos métodos as mesmas avaliações em fim os mesmos educadores arruda diversos criticas foram feitas á escola tradicional pela escola nova.
“A partir da década de 70, esmorece o otimismo da escola nova, cujas promessas de democratização pela educação não se concretizam entre as camadas populares”.
Segundo J. Dewey, a criança vive em um mundo em que tudo e contato pessoal dificilmente penetrarão no campo de sua experiência qualquer coisa que não interesse diretamente seu bem estar ou de sua família e amigos. o seu mundo é um mundo de pessoas e de interesse pessoais, não um sistema de fatos ou leis. Tudo é verdade, no sentido de conformidade com o fato externo. Nesse sentido é importante a alise da teoria critico-reprodutiva dos autores, pois chego ao ginásio e sei que não tive uma boa base.

Ginásio

Na quinta serie, nada mudou, a mesma metodologia, Estudos Sociais, (historia e geografia). A historia que estudamos na escola não aborda o passado recente e pode parecer aos olhos do aluno uma sucessão umilinear de luta de classe ou de tomadas de poder por diferentes forças. Ela afasta como se fosse de menor importância, os aspectos do quotidiano os micros comportamentos, que são fundamentais para o social.
Da mesma forma que ocorria nas aulas de gramática, também nas de texto o aluno não era requisitado a emitir suas opiniões, apesar de refletir, a se posicionar criticamente. Cabe destacar a interpretação de texto apresentada pelo professor para a leitura em sala de aula, com base no livro didático, portanto, ao não se questionarem sobre o conteúdo ou a interpretação do autor, favorecia a permanência da consciência ingênua há uma nítida dicotomização: de um lado, a leitura da palavra, de outro, a leitura do mundo (realidade) (Freire 1984).



Chega ao final da oitava serie; há uma verdadeira violência simbólica segundo a teoria de Baurdien e Passeron.
Há, no entanto, a chamada violência simbólica, que é exercida pelo poder da imposição das idéias transmitidas por meio da comunicação cultural, da doutrina política e religiosa, das praticas esportivas, da educação escolar.


Segundo grau

No segundo grau estudei magistério no colégio ICEIA, uma escola tecnicista e tradicional o objetivo dessa escola e ter uma estrutura a partir do modelo empresarial, é adequar a educação às exigências da sociedade industrial e tecnológica.
O conteúdo a ser transmitido se baseia em informações objetivas que proporcionem, a adequação do individuo ao trabalho.
Nesse período a educação esteve bastante abandonada a inclusão das disciplinas de técnicos no currículo teve por conseqüência a exclusão de filosofia no ensino e a diminuição da carga horária de geografia e historia.
A queda do nível do ensino repercutia de forma mais drástica na escola publica, obrigada a atender a lei ao pé da letra enquanto as escolas particulares de forma “contornavam” as exigências oficiais.
O mestre detém o saber e a autoridade, dirige o processo e a aprendizagem e se apresenta, como modelo a ser seguido. Uma escola verticalista , porque hierarquizada, tem como conseqüência, nos casos extremos, a possibilidade do aluno reduzido a um simples receptor.
O conteúdo visa à aquisição de noções assimilação e a valorização do passado sem se preocupar com o cotidiano, as matérias obrigatórias: Comunicação e Expressão (Língua Portuguesa) Estudo Sociais (Geografia, História e Organização Social e Política do Brasil).




Quanto à metodologia é valorizada a aula expositiva, centrada no professor, com destaque para a situação em sala de aula com exercício de fixação, como: leituras repetitivas e copias, o aluno não precisava pensar, horários rígidos currículos, os alunos são considerados em blocos únicos e homogêneos, não preocupando com as diferenças individuais.

Superior

Em 2000/2 entre na faculdade de Historia na Universidade Católica do Salvador, o curso, História com Concentração em Patrimônio Cultural e averbado em Licenciatura uma grande mudança na Educação, nova tecnologias, o ensino estava bem diferente.
Minha formação acadêmica se deu dezessete anos depois quando eu fiz vestibular para o curso de História da Universidade Católica do Salvador, foi muito difícil à adaptação a metodologia não era da decoreba, tinha que ser um sujeito critico, tinha que pensar, logo no primeiro semestres peguei uma disciplina de historiografia, não sabia para que lado ia, tive que fazer um curso de português particular, para poder aprender a ler e interpretar os texto.
Essa construção do problema parte da idéia de que forma como a sociedade seleciona, classifica, distribui, transmite e avalia o conhecimento escolar reflete tanto a distribuição de poder quanto os princípios de controle social, como já mostrava Weber (1920) no seu estudo sobre os literatos chineses, um tema desenvolvido posteriormente por Bourdieu (1967) e Bernstein (1971), entre outros. Considerando-se que o conhecimento escolar é um importante regulador da estrutura da experiência, torna-se necessário questionar em que medida e de que forma a passagem por um sistema educacional específico pode contribuir para modificar a representação que o aluno tem de si mesmo e a que os outros têm dele.
Para compreender como um colégio pode chegar a desempenhar essas tarefas, é preciso romper com um certo funcionalismo econômico que não enxerga nada no sistema educacional além da sua função de produção da força de trabalho qualificada. A operação do sistema de ensino numa sociedade determinada só pode, nesse sentido, ser completamente apreendida se for levado em conta o trabalho que ele realiza em associação


com a família ao produzir os agentes sociais mais adequados para ocupar as posições sociais às quais são destinados. Creio que algumas coisas também não são ditas porque hoje, tanto na sociedade em geral quanto especificamente na área da Educação, a preocupação com o discurso politicamente correto é excessivo. Não se pode criticar mais nada nem ninguém, hábitos ou instituições. Já que todo o mundo que fala sobre Educação está sempre certo, porque a escola continua sendo um ambiente do qual o aluno sempre adoraria se ver livre? Não dá para ser um pouco mais politicamente incorreto?
Porque nem tudo que é politicamente correto é necessariamente moralmente correto, tecnicamente correto, socialmente correto, cientificamente correto...





















Referência Bibliográfica

DELORS, J Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo, Cortez, 1998

DOWBOR. L. A reprodução social. São Paulo, Vozes, 1998

GADOTTI, Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre, Ed Artes Medicas, 2000

SNYDERS. G. A alegria da escola São Paulo, Ed Malone 1998.

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